sexta-feira, 22 de abril de 2011

Mandubé



Nome PopularMandubé, Palmito, Fidalgo
Nome CientíficoAgeneiosus brevifilis
FamíliaAgeneiosidae
Distribuição GeográficaBacias amazônica, Araguaia-Tocantins e Prata.
DescriçãoPeixe de couro; corpo alto e um pouco comprimido; cabeça larga e achatada; e boca muito grande. O olho é lateral e a abertura branquial pequena (características da família). A coloração é azul escuro no dorso, sendo que o flanco é amarelado, clareando em direção ao ventre. Espécie de médio porte, alcança cerca de 50cm de comprimento total e 2,5kg. Existem outras espécies do mesmo gênero, também conhecidas pelos mesmos nomes vulgares, mas não são tão comuns quanto A. brevifilis, são menores e diferem no padrão de coloração.
EcologiaEspécie carnívora, alimenta-se de peixes e invertebrados (camarões e insetos). Vive ao longo dos rios, nos remansos entre as corredeiras. É muito apreciada como alimento em algumas regiões.
EquipamentosO material é do tipo leve, com molinete ou carretilha; linha 0,30 a 0,40 lb; anzóis de n° 2 a 8.
IscasPedaços de peixes (lambari, sauá etc.), minhoca, pitu, insetos, coração e fígado de boi, e tripa de galinha.

Matrinxã



Nome PopularMatrinxã
Nome CientíficoBrycon sp.
FamíliaCharacidae
Distribuição GeográficaBacias amazônica e Araguaia-Tocantins.
DescriçãoPeixe de escamas; corpo alongado, um pouco alto e comprimido. A coloração é prateada, com as nadadeiras alaranjadas, sendo a nadadeira caudal escura. Apresenta uma mancha arredondada escura na região umeral. Os dentes são multicuspidados dispostos em várias fileiras na maxila superior. Pode alcançar 80cm de comprimento total e 5kg.
EcologiaEspécie onívora: alimenta-se de frutos, sementes, flores, insetos e, ocasionalmente, de pequenos peixes. Realiza migrações reprodutivas e tróficas. Nos rios de água clara, é comum ver cardumes de matrinxã, se alimentando debaixo das árvores, ao longo das margens.
EquipamentosEquipamento do tipo médio, com linhas de 10 a 17 lb. e anzóis de n° 2/0 a 6/0.
IscasIscas artificiais, como colheres e plugs; iscas naturais, frutos, flores, insetos, minhoca, coração e fígado de boi em tirinhas.
DicasPode ser encontrada nas corredeiras e remansos dos rios. Quando fisgada, a tendência é levar a isca para cima.

Pacu



Nome PopularPacu, Pacu-caranha
Nome CientíficoPiaractus mesopotamicus
FamíliaCharacidae
Distribuição GeográficaBacia do Prata.
DescriçãoPeixe de escamas; corpo romboidal e comprimido. A coloração é uniforme, castanho ou cinza escuro; o ventre é mais claro, amarelado quando o peixe está vivo. Os dentes são molariformes. Alcança cerca de 50cm de comprimento total.
EcologiaEspécie onívora, com tendência a herbívora: alimenta-se de frutos/sementes, folhas, algas e, mais raramente, peixes, crustáceos e moluscos. É considerado um dos peixes mais esportivos do Pantanal, e também é muito importante comercialmente.
EquipamentosA pesca pode ser praticada de duas formas: com vara e carretilha/molinete e pelo sistema de batida. Nesse caso, com uma vara de bambu bate-se a isca, de coquinho ou bola de massa, de forma a reproduzir o som de uma fruta caindo próximo às margens ou às plantas aquáticas. A vara deve ser resistente, com 4 a 5m de comprimento, preparada com linha 0,60 a 0,70mm, anzol com colo largo e haste curta de n° 3/0 a 4/0 e empate de arame, com aproximadamente 5cm. O uso de chumbo é dispensável. Usando carretilha, a vara deve ser de ação média a média/pesada, para linhas de 14, 17 e 20 lb. e anzóis de n° 3/0 a 6/0. Para facilitar o arremesso e manter a isca no fundo, recomenda-se o uso de chumbo.
IscasSomente iscas naturais, como tucum, laranjinha-de-pacu, pedaços de jenipapo, caranguejo, minhocuçu, filé de curimbatá azedo e bolinhas de massa de farinha de mandioca.
DicasNormalmente a pesca é embarcada, porque é necessário chegar aos lugares onde o peixe vive. O silêncio é importantíssimo nesse tipo de pescaria. Recomenda-se amarrar o barco nas galhadas e o pescador precisa ser bastante paciente e esperar o peixe acomodar a isca na boca, caso contrário errará a fisgada, deixando-o escapar.

Pacu-comum



Nome PopularPacu-comum, Pacu-branco, Pacu-manteiga
Nome CientíficoMylossoma spp., Myleus spp., Metynnis spp., Myloplus spp.
FamíliaCharacidae
Distribuição GeográficaBacias amazônica, Araguaia-Tocantins, Prata e São Francisco.
DescriçãoPeixes de escamas. Existem vários gêneros que recebem o nome de pacu. O corpo é alto e bastante comprimido; a forma é arredondada ou ovalada; a cabeça e a boca são pequenas; apresentam uma quilha pré-ventral serrilhada. Os dentes são fortes, cortantes ou molariformes, dispostos em uma ou duas fileiras em ambas as maxilas. Em algumas espécies, o primeiro raio da nadadeira dorsal é um espinho. As escamas são diminutas, dando um aspecto prateado. A coloração varia de espécie para espécie, mas normalmente são claros, podendo apresentar manchas variadas no corpo e nadadeiras coloridas. O tamanho varia de 15-30cm dependendo da espécie.
EcologiaEm geral as espécies são herbívoras, se alimentam de material vegetal e algas, com tendência a frugívoras. Algumas espécies podem ser encontradas em rios, lagos e na floresta inundada, outras em pedrais e corredeiras. São importantes na pesca de subsistência. Na Amazônia, M. duriventre (pacu-comum) forma cardumes e desce os rios para desovar, sendo importante na pesca comercial local.
EquipamentosEquipamento do tipo leve/médio; linhas de 10 a 14 lb.; chumbada pequena; anzóis pequenos. Na pesca de batida, usa-se vara de bambu com linha de 25 a 30 lb. e anzóis até o n° 5/0.
IscasIscas naturais, como frutos/sementes, algas filamentosas e minhoca.

Piapara



Nome Popular
Piapara, Piau
Nome CientíficoLeporinus obtusidens
FamíliaAnostomidae
Distribuição GeográficaBacia do Prata. Na bacia do São Francisco ocorre o Leporinus elongatus também conhecido como piapara.
DescriçãoPeixe de escamas; corpo alongado, um pouco alto e fusiforme. Coloração prateada, com três manchas pretas nas laterais do corpo, e nadadeiras amareladas A piapara alcança em média 40cm de comprimento total e 1,5kg, sendo que os indivíduos maiores chegam a 80cm e 6kg. Esta espécie pertence à família nostomidae, que possui uma grande diversidade de gêneros e espécies com representantes em todas as bacias hidrográficas brasileiras, conhecidos como aracus (bacia amazônica), piaus (bacia Araguaia-Tocantins, Paraná e São Francisco), piavuçu, piava etc.
EcologiaÉ uma espécie bastante comum na bacia do Prata. Vive nos rios, em poços profundos e nas margens, na boca de lagoas e corixos. Espécie onívora, alimenta-se de vegetais e insetos, adultos e larvas. A grande maioria dos anostomídeos é onívora, alimentando-se preferencialmente de invertebrados e frutos, mas algumas espécies se alimentam exclusivamente de algas filamentosas, raízes de gramíneas ou de frutos/sementes pequenos.
EquipamentosVara de bambu, nas pescarias de barranco, e vara de ação média e carretilha para a pesca embarcada. As linhas mais utilizadas são de 12 a 14 lb., preparadas com chumbadinha leve e solta na linha, e anzol pequeno.
IscasA espécie é capturada exclusivamente com iscas naturais como, por exemplo, milho verde ou azedo, bolinhas de massa, caramujo etc.
DicasPara se ter sucesso na pesca da piapara, é necessário alguma experiência. O peixe costuma pegar a isca com suavidade e acomodá-la na boca antes de correr. Se o pescador ficar afobado vai perdê-lo. Para realizar uma boa pescaria é preciso fazer uma ceva com milho ou massa de farinha para reunir os peixes no local onde se pretende pescar. Na pesca embarcada, o uso de um canhão é muito útil para manter os peixes nas proximidades.

Piau-flamengo



Nome Popular
Piau-flamengo, Aracu-pinima
Nome CientíficoLeporinus fasciatus; Leporinus aff. affinis
FamíliaAnostomidae
Distribuição GeográficaBacias amazônica e Araguaia-Tocantins.
DescriçãoPeixes de escamas; corpo alongado e fusiforme; boca pequena e dentes incisivos (características da família). A coloração do corpo é amarelada, com 8-9 faixas escuras transversais sobre o corpo em L. fasciatus e 10-13, algumas não muito definidas, em L. aff. affinis; ambas com três faixas na cabeça. A região inferior da cabeça é geralmente avermelhada e as nadadeiras são amareladas. Alcançam cerca de 30cm de comprimento total.
EcologiaEspécies onívoras, com tendência a carnívoras, consumindo principalmente invertebrados (insetos). São encontradas nas margens de rios, em locais com fundo arenoso e com pedras. São importantes para a pesca de subsistência e para o comércio local, mercados e feiras.
EquipamentosEquipamento leve, linhas 8 a 10 lb., anzóis pequenos e chumbada leve. Vara de bambu nas pescarias de barranco.
IscasIscas naturais, como insetos, minhoca, milho, além de queijo e macarrão.
DicasÉ preciso muita habilidade para fisgar esses peixes, pois são muito ariscos.

Piau-três-pintas



Nome PopularPiau-três-pintas, Aracu-comum, Aracu-cabeça-gorda
Nome CientíficoLeporinus friderici
FamíliaAnostomidae
Distribuição GeográficaBacias amazônica, Araguaia-Tocantins e Prata.
DescriçãoPeixe de escamas; corpo alongado e fusiforme (característica da família); boca terminal, um pouco inferior, com dentes incisivos e sem cúspides. A coloração é cinza, com três manchas arredondadas nos flancos, sendo a primeira na altura da nadadeira dorsal, a segunda entre a dorsal e a adiposa, e a terceira na base da nadadeira caudal. Alcança de 30 a 40cm de comprimento total e 1,5kg.
EcologiaEspécie onívora, com tendência a carnívora (principalmente insetos) ou frugívora (frutos e sementes pequenas), dependendo da oferta de alimentos. Vive principalmente na margem de rios, lagos e na floresta inundada. É importante para a pesca de subsistência e para o comércio local, mercados e feiras.
EquipamentosEquipamento leve, linhas 8 a 10 lb., anzóis pequenos e chumbada leve. Vara de bambu nas pescarias de barranco.
IscasIscas naturais, como insetos, minhoca, milho, além de queijo e macarrão.
DicasÉ preciso muita habilidade para fisgar esses peixes, pois são muito ariscos.

Piavuçu



Nome Popular
Piavuçu
Nome CientíficoLeporinus macrocephalus
FamíliaAnostomidae
Distribuição GeográficaBacia do Prata.
DescriçãoPeixe de escamas; corpo curto e grosso; boca grande e terminal. A coloração é cinza escuro, principalmente por causa da borda lateral escura das escamas. Indivíduos jovens podem apresentar barras transversais nos flancos; os adultos apresentam três manchas escuras, alongadas verticalmente, sendo a mais posterior algumas vezes difusa; indivíduos muito grandes não apresentam barras nem manchas. Alcança 60cm de comprimento total.
EcologiaEspécie onívora, com tendência a herbívora; pode ser capturada na beira e no canal dos rios, nas baías e a jusante de quedas d'água, principalmente nas proximidades da vegetação. No Pantanal, proporciona muita emoção nas pescarias de barranco.
EquipamentosVaras de ação média com carretilha/molinete; linhas de 12 a 14 lb.; anzóis até o n° 2/0; e, chumbada leve. Nas pescarias de barranco recomenda-se o uso de vara de bambu.
IscasMinhocuçu, caramujo, caranguejo, milho e bolinhas de massa de farinha.
DicasPrincipalmente quando se pesca com caranguejo, o piavuçu tem o costume de beliscar a isca por partes, sem pegar muito firme. Por esse motivo, o pescador tem que ficar muito atento ao momento certo de fisgar.